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Posted on 3 de Julho, 201215 de Agosto, 2019 by Valeria Cristina P. da Silva

O Cisne e o Sino

 

Como sineiros dobrados no tempo,

Cantam feridas perdidas no abismo de nossa alma

O Cisne na sua mansidão flutua como uma barca

Sempre a espera, sempre paciente, sempre sincero

 

 

As flores brancas vem como espumas,

estrelas aquáticas, edelweiss sublimes e sopros gelificados

lã inflorescente de inspiração preciosa

que adorna o líquido leito do cisne,

enquanto se prepara o alaúde cantante

 

No seu espelho líquido a imagem flutuante do tempo

Em cristais moventes trazem visões

dos sinos dobrando e das folhas esvoaçando mundo afora

donde as palavras surgirão

 

Quando o cisne coroado de edelweiss

encontra sua imagem no lago profundo

Uma história se escreveu.

A página em branco, como o cisne,

é apenas uma lembrança.

 

Havemos de guardar a memória do cisne,

Como o toque do último sino,

escrito no nanquim do nosso destino.

 

 


Category: poesia

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