Goiânia e os Flamboyants de Setembro.

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De flamboyants, amarelos, laranjas, vermelhos,

E o aroma dos galhos secos

Fazem cantar a Cidade Amarela

Goiânia com todas as suas goiabas maduras.

Verde e amarela por fora e vermelha por dentro.

Suas paredes pintadas cor de pequi

A cidade abre-se para o céu cintilante de azul

Sua lua tem o sorriso do Gato de Alice

Suas árvores gotejam o frescor do universo

Ipês brancos e Jacarandás

unem-se numa faiança d’ além mar

Suas vacas mansas continuam

Apascentadas nas pastagem douradas

Em busca do ribeirão da memória

Suas Igrejas ainda tem sinos que badalam

Como preces, como promessas.

Os pássaros descansam nas suas pedras,

Nas hastes, nas janelas de suas torres-cubo.

Seus círculos confluem

Por entre calçadas de caramelos

Bancos, praças e coretos de nuvem

Suas vitrines brilham opacas

Porque os empórios encantam mais

Goiânia tem as cores do arco-íris,

Bordadas quando as primeiras

Águas acariciam o sol.

Depois da chuva,

Apenas sua luz amarela

rebrilha no horizonte

Acesa como um vaga-lume

É relicário

Na vastidão do espaço.

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