Muitos Vês em um Vale! ViVo, Verde, Verbal De Velas existencias de Violetas Vivas e Verbenas Encantadas! De Vitórias e Victorias De Valentes e Verdadeiros De Videiras, Vinhas, Vinhedos De Vinhos, Violinos e Vitrais Em Veludos, Vincos e Vicissitudes De Veleiros e Viagens De Vagas e Ventos De Vértices, Vórtices e Vozes Do Ventríloquo…
Autor: Valeria Cristina P. da Silva
Sineiros do tempo
O Alaúde de pedras tem cordas em sino Que batem rumores, Que cantam as dores, Do lume do céu. Dobradiças cantantes sob fios transparentes Véus de seda e nuvem Sob o branco vale, onde da torre emana a poesia dourada dos infinitos campanários No amanhecer de pedras Toda luz sonora perfura Celeste colunas brancas…
As asas púrpuras
Sai em busca do luar, Para no mais alto cume Tecer a lunografia. Encontrei um par de asas púrpuras No poeticial sublime do tempo Toquei no dourado veludo De seus ramos E no azul da rosa eterna desfrutei aormas Do noturno estival Os alaúdes vibraram sons de ouro Em sábios sonetos…
No Armazém dos anos estão pertences que valem vinténs de chuva … de quem tem sua morada na poesia!
Armazém dos Anos II
No armazém dos anos… Está o anzol, a linha e o peixe prateado adormecido no balcão do tempo está o damasco amarelo e a memória dos primeiros amores as estrelas de carambola com aromas de esmeralda No armazém dos anos A passagem para outro tempo E as margaridas da metáfora…
Teatro do tempo em outros versos Sou três luas, três Marias três Alices uma Sofia Labirintos secretos reluzindo no prisma do tempo Abrem-se o relicário o fabulário o clavenário São três luas, três Marias três Alices uma Sofia Uma sempre tarde, Outra sempre noite, Outra manhã eterna…
O Cisne e o Sino Como sineiros dobrados no tempo, Cantam feridas perdidas no abismo de nossa alma O Cisne na sua mansidão flutua como uma barca Sempre a espera, sempre paciente, sempre sincero As flores brancas vem como espumas, estrelas aquáticas, edelweiss sublimes e sopros gelificados lã inflorescente de inspiração preciosa…
Pintura Íntima É de arcos indeléveis o ambiente que carrego dentro de mim. De vidros transparentes, onde a luz fulgura as cores. Uma menina vestida de azul ondulante de brisas tem o avental cheio de flores. Pensava sonhos polidos por entre as nuvens e compreendia um tempo dentro do outro. A…
O tinteiro vaga-lume O vaga-lume queimando em seu candeeiro o óleo das estações. Fez da chama ardente a lamparina no escuro da noite. A luz que repousa sobre a mesa ilumina o papel e o tinteiro onde as palavras surgirão O poeta debruça sobre o vaga-lume- tinteiro e lamparina na noite…
Paris: uma fotografia texto Prelúdio: uma flanerie outonal O que dizer de Paris? Uma cidade tantas vezes dita e revistada na obra de Baudelaire, Balzac; na pintura de Lautrec e de tantos ou outros célebres e incontáveis artistas através dos séculos. E a Paris de Walter Benjamin? Irretocável. Sem falar na Paris moderna de imagens…