“O mundo reflete-se em asas de borboletas e em bolhas de sabão”. Com este verso intitulo a presente mostra e apresento a tonalidade do fazer poético: colher imagens, enfeixar idéias inusitadas e numa linguagem lúdica arrebanhar palavras para ir a outros mundos. Caminho em direção as nuvens azuis e pastoreio as palavras para tê-las no…
Autor: Valeria Cristina P. da Silva
Beijo de nanquim noturno Contorno meus lábios de nanquim e desenho o beijo que te darei um dia com boca de veludo vermelho. Imagino esculturas de luz na cor da noite dos faróis que brilham solitários Com as mãos em luvas de rendas prateadas apanho arcos , líquidos e leques. Adormeço…
Boneca de Pano Boneca de pano amarelo e olhos de búrica azul, ficou no bolso do avental todas as aventuras. brincava de menina a boneca de pernas moles, vestido vermelho de pintas brancas e meias de listras. A boneca sempre pensava, tinha vontade, um rosto rosado e gostava de caramelo. A…
Poema do dente-de-leão
Um nome duro para uma flor alada e leveQuem compreende?É promessa em voo de outras asas,furtiva por sobre os telhados das casas. Balé das brisas quentes do meio dia,Leveza leve, levíssima de esperanças brilhantes.É in-flor-essência de luz e transparênciaqual a água-viva no corpo dos mares. Desprende do talo doce e vagueia no azulde inusitados horizontes,de…
Asas de borboleta As borboletas dançam valsa, vestidas em asas de festa. Bailam no salão da relva deslizando no macio tecido das rosas bebem taças de orvalho doce e cantam o segredo de suas asas. Misteriosas borboletas vindas de casulos lapidinais, tuas asas tem enigmas de baralhos ancestrais! Vagam em…
Estátuas
Ninfas de pedras nuasou em vestes de vento petrificadomendigam austeras nos canteiros das avenidas. Habitam praças solitáriasAo fim de ruas esquecidasnos monocórdicos dias. As cornucópiasAs gárgulasOs cupidos,Sátiros, elfos e homensdo pináculo do tempo,que olhos de medusa te petrificaram? Contemplo a estátua e sua memória de mármore,um murmúrio silencia sem resposta.
Bolhas de sabão
A bolha nasce leve entre o sonho e o vento. Flutua uma outra estrela. Tomando cores do dia, é anamorfose oca do arco-íris De que és feita? Das espumas incontáveis, das escamas das águas? Das serenatas das brisas? Surgida das bocas das flautas Entre o sopro e o tempo É aparição…
Ovelhas do Mar
Ovelhas com fitas ao ventopastam mansas nas areias luminosas.patas, algas e cacos de conhasrastros e restos antes da maré. São graciosas ovelhas do maralém dos pincéis do crepúsculo,marchando nas espumas da praia Ovelhas-nuvens brancassaltando antes do sononos verdes pastos,no céu azul. O vento varre as estrelasda beira do mar,as fitas, o laço, o enleio,esvoaçam as…
Un arc -en- ciel
Avec toutes l´ encresUm arc-em-ciel qui brillaC´est un feu que nous pouvons adorerles images dans l´eau Sont fruits voûtés.Milieu cercle en flamme.Qui habite derièrier de tempCherchions-nous sés coulleurs sans ombre? Le lumière est rapideComme la goutte de l’eauLe pleuie au soleilN´a pas durée un jour Dans Le ciel bleu est silenceLe arc-en-ciel est seule un…